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Em São Paulo, voluntários mudam a vida do Lar Altair Martins

O Dia dos Voluntários será um divisor de águas na história do Lar Altair Martins, uma instituição no coração do Grajaú, Zona Sul da cidade, que um dia foi referência na comunidade. Devido a grandes problemas administrativos e financeiros, nos últimos cinco anos o Altair Martins vem lutando para manter as portas abertas. E quem chegou cedo ao local, antes que os voluntários começassem a “por a mão na massa”, não imaginou a grande transformação que aconteceria ao longo do dia.

Para que tudo ficasse perfeito, o grupo de recreação reuniu as crianças do Altair Martins no Projeto Anchieta, que foi palco do Dia dos Voluntários em 2007 e agora cedeu o espaço para que os voluntários pudessem entreter a criançada com brincadeiras, oficinas e muita diversão.

O evento deste ano ganhou recursos tecnológicos de comunicação. Foi disponibilizado um espaço na internet para que os voluntários postassem na hora as suas impressões sobre o evento, juntamente com uma galeria de fotos para que os colegas que ficaram na empresa pudessem acompanhar passo-a-passo a transformação da instituição. O portal Terra também inovou e realizou uma cobertura online ao vivo, mostrando em tempo real imagens e entrevistas com os voluntários, que suavam a camisa para deixar o lugar maravilhoso.

A quarta edição do Dia dos Voluntários garantiu experiência e maior poder de mobilização, pois muitos voluntários inscritos já haviam participado das edições anteriores e sabiam o que deveria ser feito. Às 10 horas da manhã, quando todos os 1100 voluntários estavam trabalhando em perfeita sintonia, já era possível imaginar que o Altair Martins nunca mais seria o mesmo. Os voluntários caprichavam em cada detalhe, sempre pensando em como as crianças perceberiam a mudança.

A engenheira Gisele Fátima da Silva, da Diretoria Regional de Atenção ao Cliente (Telefônica SP), caprichava em cada detalhe da cerca colorida, que deu vida nova ao pátio da instituição. “Sempre tive vontade de participar, mas nunca consegui. Agora vejo que o mais importante aqui não é só o nosso trabalho, mas a união das equipes que trabalham juntas em prol dessas criancinhas carentes”, afirmou.

Abrindo caminhos

O chão de terra batida logo na entrada da instituição, cercado por mata e muito entulho, mobilizou uma equipe grande de voluntários, que rapidamente iniciou a limpeza dos terrenos, capinou o mato, espalhou terra e pedras, traçando um caminho de forma ordenada. Enquanto isso, outra equipe preparava as mesas e bancos de concreto que seriam instaladas na lateral esquerda, caprichando em cada detalhe. Do outro lado, um grupo de voluntários trabalhava incansavelmente no transporte de pedrinhas, que à tarde já traçava uma pista de caminhada para atender a toda a comunidade. Só neste trecho inicial da instituição já dava pra perceber uma enorme mudança.

Os voluntários, que trabalhavam unidos neste espaço, eram quase todos da diretoria de Longa Distância da Telefônica. “Escolhemos o caminho principal, porque é por onde todo mundo vai entrar aqui”, diziam Maria Aparecida Ferrucci, a Cidinha, e a secretária Iria Hidalgo. Elas e os colegas trabalhavam com uma animação de dar inveja ao mais experiente trabalhador da construção civil, carregando carriolas e mais carriolas de pedras e terra, que pareciam não ter fim.

Em outro espaço da instituição, um grupo cavava buracos incessantemente, e quem não tivesse prestado atenção à placa de sinalização não saberia que ali estava sendo construído o playground para as crianças. Nem mesmo o sol escaldante tirou a disposição de Carlos Valério, do Pós-Venda, que estava ansioso para ver tudo pronto. Ele, que é pai de uma garotinha de 6 anos, preparava cada detalhe do parque com muito carinho, pois sabe como esse espaço é importante para as crianças e o quanto elas vão poder se divertir.

Ao meio-dia já era possível ver outras transformações: um terreno cheio de entulho, atrás da casa sede, virou um lindo pomar, com pés de acerola, laranja, limão, pitanga e outras frutas. “Eu mesmo não imaginava que este lugar ficaria tão limpo e ordenado. Espero que todos aproveitem bastante isto que fizemos, pois o nosso esforço aqui foi tremendo”, disse Celso Ricardo de Morais, voluntário pela primeira vez.

Do outro lado, mais um terreno que antes era um matagal se transformava num campo de futebol, com traves e demarcações no chão, para jogador nenhum botar defeito.

Novas instalações

Quem trabalhou na pintura também suou a camisa. A instituição ganhou duas novas estruturas: a casa do caseiro, que antes era uma lavanderia, ganhou dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro, e o Centro da Juventude, uma casa onde serão oferecidos cursos de capacitação para jovens da comunidade. A pintura tinha que ser caprichada, e no meio da tarde já se via que ali pintor nenhum estava de brincadeira. A casa sede também ganhou vida nova.

A gestora do Lar Altair Martins, Rosângela Moreira, estava “em estado de graça”, como ela mesma definiu. “Tudo o que está acontecendo aqui, de forma tão rápida, parece um sonho. É um presente para estas crianças que nunca saíram daqui, e agora vão voltar e ver tudo novinho, tão diferente. Nem imagino o que vai passar pela cabecinha delas”, dizia. “Eu nunca poderia imaginar a grandiosidade deste evento, que tudo seria transformado tão depressa e que ficaria tão bonito”.

Toda a experiência e agilidade dos voluntários fizeram o “serviço” terminar mais cedo. Às 15 horas já estava quase tudo pronto, e os voluntários trabalhavam apenas nos detalhes finais. Logo, um grande corredor de voluntários se formou – duas filas enormes de bonés coloridos, do portão principal à tenda de alimentação – para receber as crianças que chegavam do Projeto Anchieta, onde foi realizada a recreação. Mesmo depois de todo o trabalho, ainda havia força para a animação.

Somos do bem

Na cerimônia de encerramento, a diretora executiva de Recursos Humanos, Françoise Trapenard, falou aos voluntários sobre a importância deste trabalho para todo o Grupo Telefônica e concluiu: “Em breve, esta cidade, este Estado, este país vão ver que a Telefônica é feita de gente do bem, que quer o bem de todos. Nós vamos virar este jogo do mesmo jeito que vocês viraram a vida desta instituição. O que aconteceu aqui vai acontecer em toda a empresa. Vamos construir uma história de virada juntos!”, disse emocionada.

Em seguida, o diretor presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, agradeceu a presença dos voluntários de empresas de todo o Grupo Telefônica e entregou a placa comemorativa ao presidente da associação, Anderson Borel.

O trabalho no Altair Martins não acaba neste dia. Grupos de voluntários que vêm trabalhando desde março no suporte administrativo, jurídico, financeiro e em comunicação ainda seguem prestando assessoria à instituição, até dezembro, quando então o Lar Altair Martins estará com todas “as baterias recarregadas” para começar uma nova fase de atendimento à comunidade – e muito mais bonito, é claro!


para ver a galeria de fotos.


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