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Voluntários de São Paulo são chamados de “anjos” no Projeto Anchieta
Os mais de 1100 voluntários que dedicaram o dia de trabalho ao Projeto Anchieta foram chamados de “anjos” por um dos diretores da instituição, Eduardo Alves da Costa. “Já vi revoada de pássaros, mas nunca uma revoada de anjos como esta que passou por aqui”, disse emocionado. E olha que não foi exagero de sua parte. Para quem olhava de longe só enxergava um “mar” de camisetas azuis trabalhando, correndo de lá pra cá, carregando entulho, pintando paredes, consertando, montando, plantando... e dançando.
Esse é um retrato do Dia dos Voluntários em São Paulo, que começou muito cedo – às 5h30 da manhã já havia voluntários chegando na Barra Funda, prontos para o embarque para o Grajaú – e terminou com gostinho de satisfação, apesar do cansaço estampado no rosto de cada voluntário.
Já na metade do dia era possível notar a diferença no Projeto Anchieta: muros pintados e grafitados, terrenos limpos, prédios coloridos com novas tonalidades e uma grama novinha que se estendia por toda a área de uma forma tão rápida, que até mesmo quem estava trabalhando no local ficou deslumbrado de ver a rápida transformação. “É impressionante o poder de transformação que uma equipe unida pode realizar. Devemos levar esta experiência para tudo o que fizermos na vida”, disse o diretor de Comercialização, Alexandre Moshe.
Estreando sua participação no Dia dos Voluntários, a analista de marketing, Mariana Lima, quer repetir a dose. “O mais legal de tudo é ver como isso aqui estava quando a gente chegou e como ficou bonito em tão pouco tempo”, disse. “Pretendo participar dos próximos com certeza!”.
“Estou ansiosa para ver a carinha das crianças”, dizia a analista de sistemas Luciana Vieira ao ver o trabalho que estava finalizando na brinquedoteca. “Viu como ficou linda com tudo organizado? Aqui dentro há mais de 12 mil brinquedos novinhos! Nem acreditamos quando começamos a abrir as caixas e desembalar os materiais”, comentou.
Enquanto a turma da infra-estrutura deu cara nova à instituição, outro grupo de voluntários se encarregou das atividades de recreação, levando as quase 400 crianças para passar o dia na “Fazendinha”. Envolvida em várias atividades lúdicas, a meninada acabou conquistando o carinho dos voluntários, que não economizaram em beijos, abraços e muito mimo. “Durante o dia todo, as crianças se divertiram, comeram e aprenderam sobre a natureza, interagiram com todos os bichinhos e o grande sucesso foi a passeio a cavalo, e para os menores a charretinha vermelha. Elas deram capim para as ovelhas e numa verdadeira torcida quase organizada, vibraram e gritaram efusivamente na corrida de tartarugas”, disse o fotógrafo e voluntário Ricardo Carelli.
No final da tarde, e em clima de “micareta” reunidos numa grande tenda colorida, os voluntários receberam as crianças de volta à instituição e ficaram emocionados com a alegria da garotada. O diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sérgio Mindlin, agradeceu o trabalho de todos, a organização e disse estar emocionado de ver, no fim do dia, a verdadeira transformação do local. “É o esforço de vocês, essa presença, esse empenho e dedicação que fizeram do dia de hoje um sucesso!”, afirmou.
“Sempre é possível melhorar a vida de alguém, é possível fazer com que as desigualdades sejam minimizadas”, finalizou o presidente do Grupo Telefônica, Antonio Carlos Valente no encerramento das atividades. A instituição agradeceu aos voluntários com uma apresentação do Projeto Guri.
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