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Em São Paulo, voluntários dão exemplo de cidadania para crianças do Tabor
O dia 03 de outubro de 2008 vai ficar marcado na história do Centro Educacional Comunitário Tabor, no bairro de São Mateus, em São Paulo. “Em 24 anos de trabalho a instituição nunca ganhou o impulso recebido agora pela Fundação Telefônica e seus voluntários”, disse emocionada a Irmã Yara Passos, administradora do Centro, ao ver o trabalho concluído. “Esse é um exemplo de cidadania e de bondade que vai influenciar muito positivamente na formação destas crianças. Elas têm que ver como é o progresso pra saber o que é progresso”.
Até o céu colaborou com o evento. Às seis e meia da manhã, quando partiu o primeiro ônibus do terminal Tietê com destino ao Tabor, já dava pra sentir que o dia ia ser de céu aberto. Após dias nublados e chuvosos, na sexta-feira o sol brilhou forte e ajudou os cerca de 1200 voluntários a fazerem um excelente trabalho no local. Precavidos, quase todos se protegeram com boné e muito filtro solar. Nem mesmo o calor do meio-dia tirou o ânimo da galera nas atividades mais pesadas
Às 14 horas já era possível ver a grande transformação do local. A instituição ganhou cor e alegria, com a grafitagem dos muros externos e a pintura interna. As salas de aula, biblioteca e brinquedoteca foram tão caprichadas pelos voluntários que alguns até relembraram seus tempos de criança. Em pouco tempo, a natureza parece que nasceu de novo no Tabor – os jardins foram revitalizados, os terrenos limpos e o bosque ganhou novas mudas de plantas e árvores, um conjunto que deu mais vida à instituição.
Clima de muito alto astral
O gerente de negócios, Hamilton Peres, pela primeira vez no evento, servia cafezinho e água aos colegas com a mesma disposição de quem pintava paredes ou lixava janelas. “Eu estava curioso para participar, para ver como era esta mobilização. Achei fantástico ver todo mundo envolvido em torno de um só objetivo e me sinto orgulhoso de fazer parte deste time”, disse o voluntário que se inscreveu no programa logo no primeiro dia, para não perder a chance de participar, como aconteceu nos anos anteriores.
O diretor de Planejamento e Gestão de Demanda, Juan Luis Berrocal, encarou com bom humor, durante todo o dia, a atividade de revitalização da área próxima ao galinheiro, “apesar do cheirinho”, brincou com os colegas. “É muito legal ver as pessoas trabalhando juntas, numa energia só, e ver como em pouco tempo a gente consegue chegar a um resultado fantástico”, afirmou o executivo em sua segunda participação no Dia dos Voluntários.
Voluntários experientes
A terceira edição do Dia dos Voluntários Telefônica mostrou que os participantes estão se “profissionalizando” nas atividades como voluntários e fizeram o trabalho com muita responsabilidade. A maioria das atividades terminou bem antes do tempo previsto, mas os participantes não pouparam energia para ajudar aos demais colegas que precisavam de uma força extra para finalizar as tarefas.
“Os voluntários chegaram ao Tabor bem conscientes do trabalho que deveria ser realizado. No primeiro ano do evento as pessoas estavam deslumbradas, tudo era novidade. Nesta edição eu vejo que houve uma evolução. Os líderes passaram por um treinamento prévio e sabiam o que deveria ser feito. Todos estão mais sintonizados, por isso o trabalho rende mais”, disse Sérgio Mindlin, diretor-presidente da Fundação Telefônica. “O Comitê de Voluntários também aprimorou a organização com base nas edições anteriores. Foram visivelmente mais tranqüilos o embarque e a chegada dos voluntários à instituição – prova de que todo mundo está fazendo um trabalho mais consciente”.
Este amadurecimento também foi sentido pelo diretor de RH, Wagner Reis. “Vejo que a energia dos voluntários está mais focada na atividade que estão desenvolvendo. As pessoas estão aqui de livre e espontânea vontade, e fazem o trabalho com prazer. A intensidade de estar aqui é que faz a diferença”, disse.
Disposição em ajudar
O presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antonio Carlos Valente, chegou cedo à instituição e fez questão de ajudar na recepção dos voluntários, trabalhando na chapelaria. Depois, acompanhado por Sérgio Mindlin, quis conhecer o Tabor e passou por todos os locais onde os voluntários desenvolviam as atividades – permanecendo por algum tempo nas áreas onde via que precisavam de “uma mãozinha extra”. “O que temos de mais importante na vida é o nosso tempo, e é muito bom poder colocar à disposição dos outros um pouco deste tempo, principalmente para ajudar ao próximo. Para a empresa, este é um processo de sinergia e integração muito grande”, disse o executivo.
Como nas edições anteriores, os voluntários se dividiram em dois grupos – um que ficou na instituição e outro que levou as crianças e adolescentes para as atividades de recreação, no SESC. No final do dia, os voluntários da recreação voltaram com as crianças, que se encantaram ao ver a transformação do local. O grupo da fanfarra fez uma homenagem aos voluntários, demonstrando por meio da música o que aprendem na instituição.
O diretor-geral da Telefônica SP, Luis Malvido, participou do encerramento do evento e deixou sua mensagem. “A tarefa que os voluntários desempenharam hoje mostra a capacidade de transformação do Grupo Telefônica. Se fomos capazes de transformar esta instituição em um lugar bastante agradável para a comunidade, é porque somos capazes de transformar a empresa e os serviços que oferecemos. Por tudo isso me alegra muito fazer parte desta companhia”, finalizou.
Habib´s no Voluntários mais uma vez
Pelo segundo ano consecutivo o Habib´s patrocinou a alimentação dos Voluntários Telefônica, servindo 1700 kits com esfihas, kibe, sobremesa e suco. Todo o processo foi acompanhado de perto pela nutricionista do restaurante, que ficou o tempo todo no Tabor para que os voluntários ficassem satisfeitos com a refeição.
Todos os produtos foram preparados por uma única loja da rede, que fica mais próxima à instituição, o que acarretou um pequeno atraso no almoço. Os voluntários encararam com bom humor e ainda fizeram festa quando viram o caminhão do restaurante entrando na instituição. “É que trabalhar aqui dá uma fome!”, disse um dos voluntários na fila do atendimento.
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