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Tão longe, tão perto

SOBRE A EXPOSIÇÃO

Apresentação
Nossas sociedades são fruto da capacidade humana de emitir sons e criar linguagens. As formas de comunicação verbal distinguiram e ajudaram a organizar os diferentes grupos sociais. Logo, só a voz, como emitida e ouvida na fala, não era mais suficiente – seu registro era efêmero e o alcance muito restrito. Com o passar do tempo, foram criadas novas formas para se registrar e transmitir a voz. Informação e comunicação a grandes distâncias passaram a ser guias culturais na nossa aventura civilizatória. Entre as diversas formas de se registrar e transmitir sinais visuais e sonoros está a telecomunicação.

O início de tudo foi o telégrafo, cuja versão elétrica apareceu no século 19, trazendo uma reviravolta: o mundo pôde sincronizar-se e o planeta todo se conectou em rede pela primeira vez.

Mas, mesmo com o telégrafo, a voz ainda não podia ser transmitida. Com a invenção do telefone, tudo se modificou novamente e de maneira mais profunda: construiu-se o início de uma rede global de comunicação, pouco a pouco acessível a todos, com a proximidade e a intimidade das nossas vozes.

O telefone fomentou, em parte, o rádio e a televisão. Novos usos informais para a telecomunicação, mediada pela tecnologia, transformaram o cenário social e o aspecto das cidades. A comunicação simultânea a longas distâncias foi conquistada com o uso disseminado do telefone.

Faltava a convergência de múltiplos registros. Por que ouvir somente a voz de uma pessoa distante? Por que não receber e enviar imagens, movimentos ou textos? Por que não intervir no que se recebe e no que se envia? Por que não poder se comunicar a partir de qualquer lugar?

A interatividade e a mobilidade, internet e telefonia celular, responderam não só a anseios, mas remodelaram sentimentos, tecendo novas redes de conectividades. Hoje superamos os impedimentos das torres de Babel. O ancestral sonho grego da comunicação através de grandes distâncias, sem intermediários, gerou um imenso jardim de caminhos que continuam a se bifurcar seguidamente. “Tão longe” e “tão perto” não são oposições apenas a distâncias, mas também ao tempo. A partir do telégrafo, pouco mais de um século se passou: aprendemos que o que hoje parece tão perto, logo estará longe e, aquilo que mal imaginamos, pode não estar tão distante assim.

Peter Schulz
Curador

BRASILIA
A exposição “Tão longe, tão perto” esteve em cartaz no Museu Nacional da República, em Brasília, entre 20 de agosto e 4 de outubro de 2009, tendo se transformado em um dos principais marcos das comemorações dos 10 anos da Fundação Telefônica no Brasil. Da mesma forma que São Paulo, a mostra contou com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura e curadoria de Peter Schulz, professor e físico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Mais de 46 mil pessoas visitaram a exposição. Ao resgatar a história das telecomunicações, provocar o debate em torno de seu impacto no dia a dia das pessoas, bem como apontar tendências para o futuro, a mostra teve um grande apelo educativo e atraiu estudantes de 119 escolas públicas do Distrito Federal, inclusive da zona rural. Do total de visitantes, 22 mil foram atendidos pelo programa educativo.

Você pode conferir o catálogo feito pra exposição em Brasília clique aqui.

SÃO PAULO
No ano seguinte à realização em Brasília, a exposição “Tão longe, tão perto” foi organizada em São Paulo, no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). A mostra aconteceu entre 21 de março e 23 de maio, período durante o qual recebeu a visita de mais de 32 mil pessoas. Um total de 89 organizações não-governamentais e escolas agendaram a visitação através do serviço educativo.

Para a realização da exposição na FAAP, uma nova arquitetura foi desenhada e foi possível incrementar o uso de tecnologias nos núcleos destinados à experimentação das telecomunicações e a discussão sobre seu impacto na sociedade. Entre as novidades, a mostra ganhou uma outra iluminação e organização, que tornou ainda mais fluido o passeio pela linha do tempo, utilizada para contar a história das comunicações. No centro de tudo, o espaço intitulado “Fórum” permitiu que milhares de mensagens fossem escritas sobre uma mesa touchscreen e projetadas ao lado de frases de grandes pensadores, expressando considerações sobre o futuro das telecomunicações.

Veja aqui o catálogo da exposição em São Paulo clique aqui.

CLIPPING
São Paulo
Brasília

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